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A intenção de minha pesquisa é resgatar a obra do Maestro Paulino Chaves, meu avô, para divulgá-la a quem deseja conhecê-la, estudá-la, tocá-la ou ouvi-la.
A editoração de suas músicas e disponibilização por este site almeja sanar a dificuldade de ter acesso à elas, pois a maior parte de seus manuscritos se encontram depositados na “Biblioteca Alberto Nepomuceno” da Escola Nacional de Música, com acesso ao público através de agendamento.
Meu trabalho de pesquisa começou com uma garimpagem na referida biblioteca que pertence à "Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)"; nela o Maestro foi nomeado Professor Interino em 15/06/1928 de Solfejo e Teoria do que era então o "Instituto Nacional de Música" (hoje "Escola Nacional de Música da UFRJ") e, seguindo o regulamento vigente, Professor Honorário em 23/05/1929.
Foi indicado por Heitor Villa Lobos para ser membro da Academia Brasileira de Música e ocupar a cadeira nº10. Porém, morreu em 31 de julho de 1948 sem poder assumi-la.
As virtudes pessoais e profissionais de Paulino Chaves, enebriadas pelo ido dos dias, é o que pretendo dar luz.
Paulino Chaves nasceu em Natal/RN e em 26/06/1883, com quatro meses, seguiu com sua família para Belém/PA, onde seu pai, o desembargador Ernesto Adolpho de Vasconcellos Chaves (Carolina Lins Chaves, sua mãe) fôra designado.
Iniciou seus estudos de música com a mãe e a Professora Idalina França, em Belém/PA. Em juventude compôs muitas valsas, schottisches, quadrilhas e pequenos ensaios de óperas.
Esteve duas vezes à Leipzig: de 1899 à 1902 e depois de 1913 à 1914. Seus professores foram: Robert Teichmueller (piano); Salomon Jadassohn (harmonia, contra-ponto e fuga) e por indicação deste, Paul Quasdorf.
Paulino Chaves foi um romântico com influência de vários compositores europeus. Introduziu no Pará a regência moderna com os conhecimentos adquiridos com Arthur Nikish.
Veio pela primeira vez ao Rio de Janeiro em junho de 1908, dando aqui seu primeiro concerto no dia 3 de agosto do mesmo ano, abrindo o programa da "Exposição Nacional", com o "1º "Concerto em Mi Bemol", de Franz Lizst, regido por Alberto Nepomuceno.
Neste ano, excurciona por várias cidades (Natal, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro) se apresentando como solista e regente.
Transfere-se em 1910 para Manaus/AM.
Em 1914, cria o que poder-se-ia chamar de a primeira escola pianística paraense, uma espécie de curso preparatório para aqueles pianistas que queriam seguir para cidade de Leipzig, Alemanha.
Trabalhou a técnica do "Coro Orfeônico" nas suas atividades de professor nas escolas de Belém e Manaus e o "Coral Sacro" na direção do "Coro de Santa Cecília" que se originou do grupo "Canto Coral Paulino Chaves" fundado em 1916.
Em 1915, cria e dirige o "Centro Musical Paraense".
Em 1918, funda o "Quarteto Beethoven" difundindo a música de câmera.
É notável sua preferência pela grande orquestra pois quase todas as suas composições para piano, piano e canto, eram transcritas para orquestra.
Em setembro de 1927, Paulino Chaves mudou-se para o sudeste do Brasil.
Compôs na maturidade peças para piano, estudos, peças didáticas, canções, valsas, hinos, músicas sacras, quartetos de cordas, incluindo uma sinfonia e uma missa.
Se o vídeo abaixo não funcionar, acesse-o no Videolog ou no YouTube 1, 2, 3, e 4.
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